segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Final

Acho que nem todo mundo sabe, mas eu sou a ovelha negra da família. Embora eu tenha seguido a carreira de exatas, engenharia e computação, a tradição na minha família é outra: são todos artistas. A minha bisavó era atriz de cinema na época da Atlântida, o meu avô era locutor esportivo e apresentador de tv, meu irmão é professor de artes e até a minha esposa é ilustradora.

Já eu, se tinha algum talento para as artes, acabei desperdiçando quando resolvi seguir a vida de engenheiro. Mas de vez em quando ainda bate uma coceira, e eu acabo produzindo algumas bobagens artísticas. Espalhado pela web tem um monte de contos, vídeos e ilustrações que eu fiz, e eu resolvi criar esse blog pra juntar todo esse material que está perdido por aí.

Mas vamos lá. Se esse fosse um blog de exatas, eu começaria pelo começo. Mas como é um blog artístico, eu posso ser não-convencional e começar pelo final!

Lá pelos idos de 2005 eu estava numa fase criativa boa, escrevendo muitos contos. Mas eu notei que embora eu até tivesse alguma habilidade em começar um conto de uma maneira envolvente, era muito difícil escrever um final à altura. Por isso eu resolvi inverter. Será que, ao invés de escrever um começo de conto envolvente, eu conseguiria escrever só o final do conto, de modo que o leitor ficasse com vontade de saber a história que veio antes? Os resultados ficaram divertidos :)


No final, ela perdeu os quatro dentes, mas ganhou um namorado. Se soubesse que era tão fácil, teria usado o martelo antes.


A Sra. Oliveira ainda não tinha entendido o que aconteceu. Só foi entender quando achou, debaixo de seu travesseiro, a peruca do falecido!


Se é verdade que o cão é o melhor amigo do homem, Janaína não sabe. Mas naquele dia, ela teve certeza que o guaxinim é o melhor amigo da mulher.


Somente tarde da noite conseguiram escavar a ossada da menina. Junto com os ossos, o caderno de notas. Como o detetive suspeitava, a última das mensagens era "pra mim, meia muzzarela e meia pepperoni".


Irada, ela disse: "Você não tem o direito de fazer isso, só porque eu sou personagem da sua história!". Então ela saltou da página, e matou o escrit


E todos viveram felizes para sempre, exceto João Carlos, que continuava com hemorróidas.